COVID Longo O Culprito Oculto por trás da Fadiga

Novas descobertas indicam que disfunções nas mitocôndrias, comumente chamadas de 'as usinas das células', podem ser a causa da fadiga em indivíduos com COVID longo após esforço físico.

Long COVID: Será que as mitocôndrias são a causa da fadiga pós-exercício?

📷 M Stone/Stocksy

Já experimentou fadiga pós-exercício tão intensa que parece que seu corpo se transformou em um saco de batatas sem vida? Bem, imagine sentir-se assim por meses a fio. Isso é exatamente o que milhões de pessoas ao redor do mundo com long COVID estão enfrentando.

O long COVID é uma condição em que os indivíduos continuam a sentir os sintomas da COVID-19 muito tempo depois da infecção inicial. Sintomas como mal-estar pós-exercício, comprometimento cognitivo, confusão mental, problemas de sono e fadiga podem ter um impacto grave na qualidade de vida de uma pessoa. E o pior é que os cientistas ainda não entendem completamente por que algumas pessoas desenvolvem long COVID e seus sintomas, enquanto outras não.

No entanto, há boas notícias no horizonte. Pesquisadores do Amsterdam University Medical Center fizeram uma descoberta empolgante sobre a causa física da fadiga em pacientes com long COVID. Prepare-se para algumas revelações surpreendentes!

O Impacto da Fadiga do Long COVID na Qualidade de Vida

Imagine ser uma pessoa vibrante, com uma carreira em ascensão, uma vida social ativa e paixões pessoais. Então, de repente, um episódio de COVID-19 muda tudo. Para muitos pacientes com long COVID, a fadiga extrema se torna uma companheira constante, roubando-lhes suas vidas anteriores. Não são apenas uma ou duas pessoas sofrendo; milhões estão lidando com essa fadiga persistente.

Vários estudos têm mostrado que a fadiga é o sintoma mais comum relatado por pacientes com long COVID. Não é surpresa, então, que ela afete significativamente a qualidade de vida dessas pessoas. Na verdade, um estudo realizado em junho de 2023 revelou que mais da metade dos pacientes com long COVID experimentaram limitações severas em seu trabalho, vida doméstica, social e privada devido à fadiga.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que essa fadiga não é apenas um fenômeno psicológico. Ela tem uma base biológica enraizada no funcionamento de nossas próprias células.

Função Mitocondrial Reduzida: O Culpado Revelado

Em um estudo inovador, a Professora Michèle van Vugt e sua equipe do Amsterdam University Medical Center exploraram as causas físicas da fadiga em pacientes com long COVID. Eles recrutaram 25 indivíduos com long COVID e 21 participantes saudáveis para sua pesquisa.

Durante o estudo, os participantes foram submetidos a um teste de ciclismo que os empurrou para a máxima exaustão por aproximadamente 15 minutos. Em pacientes com long COVID, esse exercício rigoroso resultou em uma piora dos sintomas conhecida como mal-estar pós-exercício, exacerbando a fadiga por até 7 dias.

Ao examinar amostras de sangue e tecido muscular de todos os participantes, os pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente: o tecido muscular de pacientes com long COVID apresentava diversas anormalidades, incluindo diminuição do funcionamento das mitocôndrias. frequentemente chamadas de “usina de energia da célula”, as mitocôndrias são responsáveis por gerar energia para alimentar as atividades do corpo.

Essa descoberta inovadora confirma que a fadiga experimentada por pacientes com long COVID tem uma base biológica real. Não é apenas coisa da cabeça deles! Esta descoberta abre as portas para mais pesquisas com o objetivo de encontrar tratamentos eficazes para o long COVID.

Exercícios Personalizados para Long COVID: Bom ou Ruim?

O Prof. van Vugt e sua equipe ficaram surpresos com suas descobertas relacionadas a anormalidades no tecido muscular. No entanto, essa revelação ajuda a esclarecer as causas subjacentes da fadiga em pacientes com long COVID.

O próximo passo dos pesquisadores é investigar se alterações musculares semelhantes ocorrem em outros pacientes pós-infecciosos. Dessa forma, eles esperam desvendar os mistérios dessas mudanças musculares e abrir caminho para estudos de prova de conceito que possam levar a tratamentos eficazes.

Enquanto isso, os médicos devem reconhecer as queixas dos pacientes com long COVID e fornecer conselhos cuidadosos sobre a realização de exercícios personalizados. Como pesquisadores, eles visam apoiar os profissionais de saúde com seu conhecimento adquirido, descobrir biomarcadores diagnósticos e, em última análise, encontrar um tratamento.

Uma Condição que Apresenta Desafios para o Tratamento

O long COVID continua sendo um enigma para os profissionais de saúde. É uma condição que desafia um diagnóstico e tratamento fáceis. A falta de testes diagnósticos definitivos e a apresentação variável de sintomas continuam gerando ceticismo em alguns. No entanto, pesquisas como o estudo do Prof. van Vugt são essenciais para tranquilizar os portadores de long COVID de que suas experiências são fisicamente reais, não apenas coisa da cabeça deles.

O Dr. David Cutler, médico de medicina familiar certificado pelo conselho no Providence Saint John’s Health Center, enfatiza que o tratamento mais importante que os médicos podem fornecer é a tranquilidade. Os pacientes devem ter a oportunidade de apresentar seus sintomas a médicos compreensivos que os avaliarão minuciosamente e endossarão o diagnóstico de long COVID. Isso, combinado com informações sobre o prognóstico a longo prazo geralmente positivo, pode ajudar a aliviar a ansiedade dos pacientes e fornecer uma base sólida para o suporte.

Em relação à fadiga, um programa de exercícios graduados parece ser a melhor abordagem nesta fase. Embora o estudo do Prof. Van Vugt com 25 pacientes não forneça uma solução definitiva para queixas de fadiga, ele oferece insights valiosos sobre os sintomas, o que ajuda a tranquilizar e reduzir a ansiedade. Pesquisas futuras poderiam explorar vários regimes de exercícios, suporte nutricional e terapia emocional para aliviar o sofrimento causado pela fadiga em pacientes com COVID prolongado.

P&R: Abordando suas preocupações

P: A COVID prolongada é a mesma coisa que a síndrome de fadiga crônica (SFC)?

R: Embora existam semelhanças entre a COVID prolongada e a síndrome da fadiga crônica, são condições distintas. COVID prolongada refere-se especificamente a indivíduos que continuam a ter sintomas da COVID-19 após a fase aguda da infecção. A síndrome da fadiga crônica, por outro lado, pode se desenvolver devido a vários gatilhos e é caracterizada por fadiga persistente que dura pelo menos seis meses.

P: A COVID prolongada pode afetar crianças e adolescentes?

R: Sim, a COVID prolongada pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo crianças e adolescentes. Embora os dados sobre a COVID prolongada nessas populações ainda estejam surgindo, estudos iniciais sugerem que crianças e adolescentes podem apresentar sintomas prolongados semelhantes aos adultos.

P: Existem tratamentos eficazes para a fadiga da COVID prolongada?

R: Atualmente, não existem tratamentos específicos para a fadiga da COVID prolongada. No entanto, os profissionais de saúde podem recomendar uma abordagem personalizada, incluindo programas de exercícios graduados, suporte nutricional e terapia emocional. É essencial trabalhar em estreita colaboração com seu médico para encontrar as melhores estratégias para o tratamento dos seus sintomas.

P: Existem debates em curso na comunidade científica sobre a COVID prolongada e seus sintomas?

R: Com certeza! A comunidade científica está atualmente envolvida em debates contínuos sobre diversos aspectos da COVID prolongada, como suas causas subjacentes, critérios de diagnóstico e tratamentos eficazes. Essas discussões e debates são cruciais para avançar em nosso entendimento e melhorar o cuidado ao paciente.

P: A COVID prolongada pode causar outras questões de saúde a longo prazo além da fadiga?

R: A COVID prolongada pode, de fato, causar uma série de outras questões de saúde a longo prazo além da fadiga. Alguns indivíduos podem apresentar comprometimento cognitivo (“névoa cerebral”), problemas respiratórios, problemas cardíacos, dor persistente e desafios de saúde mental. Pesquisas contínuas são essenciais para compreender completamente a natureza multifacetada da COVID prolongada e seus potenciais efeitos a longo prazo.

Em Conclusão

A descoberta de que a fadiga em pacientes com COVID prolongada tem uma causa biológica é um avanço significativo em nosso entendimento dessa condição complexa. Ela valida os sofredores de COVID prolongada e ajuda a orientar futuras pesquisas e esforços de tratamento.

Se você ou alguém que você conhece está apresentando sintomas de COVID prolongada, lembre-se de que você não está sozinho. Procure apoio de profissionais de saúde, conecte-se a grupos de apoio e mantenha-se informado sobre os últimos desenvolvimentos. Juntos, navegaremos pelo caminho da recuperação!

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