A FDA autoriza nova vacina contra a COVID-19

FDA autoriza nova vacina COVID-19

11 de setembro de 2023 – A FDA autorizou hoje a mais nova vacina contra a COVID-19, a primeira a não visar a cepa inicial ou “ancestral” do vírus.

No ano passado, a FDA autorizou uma vacina bivalente destinada tanto à antiga quanto à nova. Desta vez, é uma vacina “monovalente” ou de única cepa, com um objetivo principal: minimizar os riscos à saúde, internações e mortes associadas a variantes mais recentes, como a subvariante Ômicron XBB.1.5. Também é esperado que ela forneça alguma proteção contra variantes relacionadas atualmente em circulação.

A autorização de emergência da FDA se aplica às vacinas fabricadas tanto pela Pfizer quanto pela Moderna.

Duas etapas ainda devem ser concluídas antes que você possa receber o reforço na clínica do seu médico ou na farmácia local. O Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização dos CDC, ou ACIP, deverá votar a aprovação da nova vacina nesta semana. Em seguida, a nova diretora dos CDC, Mandy Cohen, MD, MPH, terá que dar o aval.

A FDA afirmou que a vacina é autorizada para qualquer pessoa com 5 anos de idade ou mais, independentemente do status de vacinação anterior, desde que tenham se passado mais de 2 meses desde a última dose da COVID.

Crianças de 6 meses a 4 anos que tenham recebido pelo menos uma vacina anterior da COVID são elegíveis para uma ou duas doses da nova vacina. Você precisará falar com o pediatra para confirmar a dosagem.

Crianças na mesma faixa etária que nunca receberam uma vacina da COVID são elegíveis para três doses da nova vacina da Pfizer ou duas doses da nova fórmula da Moderna.

“A FDA tem confiança na segurança e eficácia dessas vacinas atualizadas e a avaliação de benefício-risco da agência demonstra que os benefícios dessas vacinas para indivíduos a partir de 6 meses de idade superam os riscos”, afirmou a agência em um comunicado.

O número de pessoas que receberam o reforço anterior ficou aquém das expectativas. Na maioria dos lugares nos Estados Unidos, 20% ou menos da população receberam a vacina bivalente atualizada desde a sua aprovação em 1º de setembro de 2022, por exemplo. Apenas em sete estados e no Distrito de Columbia o percentual ultrapassa 25%, de acordo com um mapa dos CDC.

Uma grande incógnita é como o custo dos novos reforços, que não são mais gratuitos, pode afetar sua aceitação. Os fabricantes estimam que, sem seguro saúde, eles custarão de US$ 110 a US$ 130 por dose.