Como os americanos passam os últimos anos de vida?

Visões dos últimos três anos de vida dos americanos que faleceram em 2018 fornecem uma visão do processo de morrer nos Estados Unidos.

Novo estudo examina os últimos anos de vida dos americanos e como eles vivenciam a morte.

Imagem de notícia: Como os americanos morrem?

Quando se trata do fim da vida, poderíamos esperar uma infinidade de caminhos diferentes que as pessoas tomam. No entanto, uma análise recente realizada por uma equipe da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, lançou luz sobre os últimos três anos de vida dos americanos que faleceram em 2018. A pesquisa se concentrou em aproximadamente 200.000 beneficiários do Medicare, fornecendo informações valiosas sobre as diferentes trajetórias que as pessoas tomaram em seus últimos anos.

Lar Doce Lar

De acordo com o estudo, a maioria dos americanos (59%) passou seus últimos três anos em casa, cercados por seus entes queridos e recebendo cuidados de familiares e amigos quando necessário. Surpreendentemente, a maioria dessas pessoas não precisou de cuidados profissionais até o último ano de suas vidas. Isso ressalta a importância do apoio familiar e demonstra a preferência de muitos em permanecer em ambientes familiares. 🏡

Cuidados de Saúde Especializados em Casa

Outro grupo descoberto na análise representou 27% daqueles que faleceram em 2018. Essas pessoas receberam “cuidados de saúde especializados em casa” ao longo dos últimos três anos. Embora tenham permanecido no conforto de suas próprias casas, eles receberam assistência de profissionais qualificados (como enfermeiros) para garantir que suas necessidades de cuidados fossem atendidas. Essa categoria representa aqueles que necessitavam de cuidados mais especializados do que os que a família e os amigos poderiam fornecer sozinhos. 👩‍⚕️

Cuidados Institucionais

Uma menor parcela dos americanos (14%) necessitou de “cuidados institucionais”. Essas pessoas passaram seus últimos três anos em um asilo ou hospital, contando com profissionais pagos para a maioria dos cuidados. Essa categoria pode incluir indivíduos com necessidades médicas complexas ou aqueles que preferiam evitar sobrecarregar suas famílias com responsabilidades de cuidados. É importante observar que os cuidados institucionais não são necessariamente indicativos de uma falta de desejo por cuidados em casa, mas sim uma escolha específica feita por certas pessoas. 💼

Padrões Demográficos

O estudo também revelou padrões demográficos interessantes entre aqueles que necessitavam de cuidados profissionais. Por exemplo, indivíduos que precisavam de cuidados profissionais (seja em casa ou institucional) eram mais propensos a serem mulheres, negros e dependentes do Medicaid. Esses achados podem refletir vários fatores clínicos e políticos que determinam a distribuição dos cuidados entre diferentes grupos populacionais. Compreender esses padrões é crucial para um planejamento eficaz de cuidados avançados. 💪

Projetando Intervenções para Cuidados Individualizados

Os autores do estudo enfatizam a importância desses resultados no desenvolvimento de intervenções que atendam às preferências e necessidades individuais. Embora a maioria das pessoas prefira ficar em casa com assistência profissional mínima, uma minoria significativa busca cuidados profissionais para aliviar o ônus sobre a família e os amigos. Ao reconhecer e apreciar essas diferenças, podemos garantir que as pessoas recebam os cuidados que estejam alinhados com seus desejos. 👨‍⚕️

Para saber mais sobre esse estudo e suas implicações, você pode consultar o artigo original de pesquisa publicado no periódico BMC Geriatrics.


Perguntas e Respostas: Abordando Preocupações Comuns

P: É melhor receber cuidados em casa do que em um asilo?
R: A preferência por cuidados em casa versus cuidados em asilo é subjetiva e varia de pessoa para pessoa. Enquanto algumas pessoas valorizam o conforto e a familiaridade de suas próprias casas, outras podem necessitar dos cuidados especializados e dos recursos disponíveis em instituições de asilo. É importante considerar as preferências pessoais, as condições de saúde e os sistemas de apoio disponíveis ao tomar essa decisão.

P: Quais fatores contribuem para a necessidade de cuidados profissionais?
R: Vários fatores podem contribuir para a necessidade de cuidados profissionais, incluindo condições médicas complexas, disponibilidade de apoio familiar, considerações financeiras e preferências pessoais. É essencial avaliar as circunstâncias individuais para determinar o nível adequado de cuidado.

P: Como o planejamento avançado de cuidados pode ajudar?
R: O planejamento avançado de cuidados permite que as pessoas documentem suas preferências de tratamento médico caso se tornem incapazes de expressar seus desejos no futuro. Ao participar de discussões de planejamento avançado de cuidados com entes queridos e profissionais de saúde, as pessoas podem garantir que seus desejos sejam respeitados e receber cuidados alinhados com seus valores.


O estudo realizado por pesquisadores da Universidade Rutgers fornece insights valiosos sobre como os americanos passam seus últimos anos de vida. Ao analisar as trajetórias das pessoas que faleceram em 2018, a pesquisa lança luz sobre as preferências e padrões de cuidado entre diferentes grupos. Seja recebendo apoio em casa, envolvendo profissionais qualificados ou optando por cuidados institucionais, cada decisão é moldada pelas circunstâncias e desejos individuais.

Lembre-se, é crucial ter conversas abertas sobre cuidados no final da vida consigo mesmo, com seus entes queridos e com seus prestadores de cuidados de saúde. Juntos, podemos abrir caminho para um cuidado personalizado que leve em consideração as diversas necessidades e preferências das pessoas que estão chegando ao fim de sua jornada.


Lista de Referências: